terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ao Público do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco


Com mais um ano de sucesso do Festival Varilux do Cinema Francês no Cinema da Fundação, com lotações esgotadas e reclamações do nosso público, sentimos a necessidade de informar que o Festival não é uma exclusividade do Cinema da Fundação, nem a FJN exige algum tipo de exclusividade para o festival. Nossa sala faz parte de um circuito de 33 cidades esse ano e nosso público vem crescendo exponencialmente ao longo dos últimos oito anos com esse festival, período que viu o festival Varilux encontrar seu espaço e formar seu público no Cinema da Fundação.

Com a enorme procura todos os anos, alertamos os organizadores e parceiros no Rio de Janeiro que seria importante achar uma segunda sala no Recife que pudesse dividir a carga de público. A BonFilm, organizadora do festival, de fato procurou empresas que operam os multiplexes da região metropolitana do Recife e obteve respostas negativas. Os cinemas comerciais não viram nos filmes desse festival potencial comercial, ou não foram capazes de suprir questões técnicas. O Festival Varilux de Cinema Francês exige equipamento especial de projeção digital que não existe na maior parte das salas no Recife. O Cine São Luiz também não conta com esse tipo de equipamento, atualmente, nem o Rosa e Silva.

Temos, portanto, o Cinema da Fundação como a única sala da região que tem o interesse de programar o Festival Varilux do Cinema Francês, e que está equipada digitalmente para receber esse festival. Esse ano, conseguimos acrescentar uma quarta sessão a uma grade que sempre teve três sessões diárias. Ou seja, abrimos mais espaço, e ainda assim, mais sessões lotadas.

Lotações esgotadas são desagradáveis, mas infelizmente fazem parte de mostras e festivais em qualquer parte do mundo. Estamos tentando oferecer o máximo num festival que lota nossa sala de 200 lugares diariamente para uma procura duas ou três vezes maior. Há 14 anos que o Cinema da Fundação mostra um trabalho exemplar, reconhecido local e nacionalmente e que tem no público uma grande preocupação. Na verdade, sem público, não temos uma sala de cinema, e é o público que vem, a cada ano, mostrando que esse trabalho é importante.

Esperamos que essas informações facilitem uma compreensão dos problemas observados ao longo do Festival Varilux, especialmente no corredor do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, sala que traz para o Recife o cinema de todo o mundo, o ano inteiro, numa cidade riquíssima culturalmente e ainda muito pobre de opções de programação e diversidade cinematográfica.

Atenciosamente,

Kleber Mendonça Filho
Cinema da Fundação Joaquim Nabuco

2 comentários:

  1. Bom dia a todos.

    Não seria possível prorrogar a mostra Varilux, uma vez que o sucesso das sessões está provado?
    Não só eu, mas muita gente que perdeu determinados filmes, ficaríamos muito felizes em poder ver uma excelente mostra do belo cinema francês.
    Agradeço.
    mafcristina@gmail.com

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  2. É uma pena não termos outras salas nesse festival. Fui dois dias, enfrentei filas de quase duas horas e ainda não consegui comprar ingresso. Juntamente comigo, pelo menos o equivalente a outra sala ficou de fora. Apenas no terceiro dia é que consegui assistir um filme. E ainda há quem pense que esse tipo de festival não tem público no Recife. Esses certamente desconhecem como os recifences gostam de outro tipo de programação cultural, diferente das enlatadas que circulam nas salas de cinemas da cidade. Parabéns a Fundaj por acolher o Festival Varilux, no entanto, penso que é preciso considerar outras formas de viabilizar a bilheteria, a fim de evitar tantos incômodos.

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